Quarta, 17 Julho 2019 16:12

Bombeiros e PMs fora de serviço podem embarcar em ônibus e metrô de graça no DF

Nova norma, que altera lei de 1992, atualizou regras para livre circulação dos militares e permitiu transporte gratuito sem restrições.

Bombeiros e policiais militares do Distrito Federal não precisarão mais pagar pelo uso do transporte público – seja ônibus ou metrô. A lei que garante o direito foi publicada no Diário Oficial desta quarta-feira (17) e assegura que os profissionais não precisam estar fardados ou em serviço.

A norma, que havia sido aprovada pela Câmara Legislativa do DF em abril, altera o primeiro artigo de uma lei que estava em vigor desde 1992 e que permitia o livre uso do transporte público pelos militares desde que estivessem uniformizados.

Com a nova regra, os militares vão precisar apresentar apenas a carteira de identidade funcional. No caso dos ônibus, a entrada deve ser feita pela porta de desembarque, aos fundos. O GDF informou que as duas categorias não recebem vale-transporte.

Autor do projeto transformado em lei, o deputado distrital Roosevelt Vilela (PSB) afirma que a medida é um incentivo aos policiais e bombeiros para que usem o transporte público com maior frequência, em vez de um veículo particular.

Segundo ele, o objetivo é reforçar a segurança da população de forma natural, porque haveria mais agentes de segurança dentro dos transportes – mesmo que de folga. "A gratuidade já existia, mas estava condicionava à farda", disse Roosevelt ao G1.

"Hoje, praticamente todo mundo tem carro. O PM e o bombeiro deixaram de usar o transporte público. Então, a lei vem para beneficiar principalmente a população, porque coloca mais segurança para quem usa ônibus e metrô."

Para justificar a importância de militares à paisana, o deputado mencionou o caso de uma soldado da PM que expulsou quatro homens do vagão feminino do metrô. Sobre o assunto, a Polícia Militar disse que não vai se manifestar. O G1 aguardava posicionamento do Corpo de Bombeiros sobre a nova regra até a publicação desta reportagem.

E o custo?

O DFTrans informou que "não existe a contabilização dos acessos dos militares no Sistema de Bilhetagem Automática (SBA), e por esse motivo, não é realizado pagamento algum ao GDF, às operadoras do Sistema de Transporte Público Coletivo do Distrito Federal (STPC/DF), e muito menos diretamente ao militar".

"E vale destacar que o militar tem prerrogativa para usar farda quando quiser, não apenas em serviço."

Fonte: G1