Segunda, 03 Junho 2019 17:48

Grupo de mães sai em defesa do Colégio Dom Pedro II após polêmicas

Cerca de 20 responsáveis por alunos elogiaram a metodologia de ensino. Medida ocorre em meio a denúncias de assédio moral e racismo

 Após denúncias de assédio moral e racismo resultarem no afastamento do tenente-coronel Marcos Antônio Nascimento de Souza Apolônio do comando do Colégio Militar Dom Pedro II, um grupo de mães de alunos saiu em defesa da instituição de ensino, nesta quarta-feira (29/05/2019). Cerca de 20 mães procuraram o Metrópoles para afirmar que as polêmicas foram exageradas e que a instituição, uma das mais respeitadas do país, preza não só pela disciplina, mas também pelo ensino de excelência.

Na presença do subdiretor de Ensino do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF), tenente-coronel Célio Wilson, as responsáveis pelos estudantes e o oficial receberam a reportagem em uma sala do comando da escola, para elogiar e defender a metodologia de ensino adotada no colégio.

O grupo se contrapõe a outras mães e pais, que manifestaram descontentamento em relação à postura do tenente-coronel Nascimento ao repreender jovens que dançaram funk em uma apresentação musical. Em outra polêmica, uma aluna negra com tranças afro contou ter sido abordada por um monitor que recomendou a ela “cortar ou alisar” o cabelo para não sofrer sanções.

Mãe de uma aluna do 7º ano, a securitária Juliana Vieira, 44, disse que o posicionamento do grupo é a favor da escola, não do comandante recém-exonerado.

“Regras são regras. Nós não estamos em uma instituição militarizada. Estamos numa instituição militar, o que é diferente. A partir do momento em que queremos ter nossos filhos aqui – e eles querem estar aqui –, todas as regras são informadas. Todos sabemos o que pode e o que não pode”, destacou Juliana.

A gerente de TI Luciana Aparecida Domingues da Silva, 35 anos, tem duas filhas e um enteado matriculados na escola e se juntou ao grupo em defesa da instituição.

“Fiquei muito triste e conversei com as minhas filhas, que amam esse colégio. Elas disseram que não acontece nada disso aqui dentro, e viemos para defender um método em que acreditamos. Em resumo, acho que, se o pai não concorda com a filosofia da escola, o filho não tem que estar aqui”, opinou.

A historiadora Maria Auxiliadora Neves é mãe de uma adolescente matriculada no 2º ano do ensino médio e defendeu que o problema deveria ter sido equacionado de outra maneira. “Tudo poderia ter sido resolvido internamente, na base do diálogo. O meio correto era protocolar o pedido na ouvidoria e que todos os procedimentos legais fossem tomados”, afirmou.

Manutenção da metodologia
O tenente-coronel Célio Wilson, subdiretor de Ensino do CBMDF, informou que recebeu as mães para esclarecer que a forma como o colégio desenvolve os seus trabalhos não foi nem será mudada.

A exoneração ocorreu para que haja lisura e transparência na apuração da denúncia. Nosso maior intuito é preservar o colégio e todos os alunos. Não foi uma punição. Vamos continuar zelando pelo respeito e, paralelamente a isso, será feito um procedimento interno para saber se realmente ocorreu um fato que fere as normas da instituição

TENENTE-CORONEL CÉLIO WILSON, SUBDIRETOR DE ENSINO DO CBMDF

Fonte: Metropoles.com